Publicação do IDIS revela crescimento dos fundos patrimoniais e reforça seu papel estratégico no fortalecimento do terceiro setor
Garantir sustentabilidade financeira de longo prazo é um dos grandes desafios das organizações da sociedade civil, instituições públicas e iniciativas de interesse público no Brasil. Nesse contexto, os fundos patrimoniais filantrópicos — também conhecidos como endowments — têm se consolidado como um instrumento estratégico para a perenidade de causas sociais, ambientais, culturais e científicas.
O estudo “Panorama dos Fundos Patrimoniais no Brasil”, realizado pelo IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, mapeou 52 fundos patrimoniais em atividade no país, oferecendo uma visão inédita e abrangente sobre esse campo em expansão. A publicação conta com o apoio institucional de diversas organizações, entre elas o Instituto Sabin, reafirmando seu compromisso com o fortalecimento do ecossistema de impacto social.
O que são fundos patrimoniais?
Fundos patrimoniais filantrópicos são estruturas criadas para gerar recursos financeiros de forma permanente, por meio da aplicação de um patrimônio doado. Nesses modelos, o valor principal é preservado e apenas os rendimentos são utilizados para financiar projetos, programas ou o funcionamento de instituições sem fins lucrativos.
Esse formato permite que organizações planejem o futuro com mais segurança, reduzam sua dependência de captações recorrentes e ampliem seu impacto ao longo do tempo, deixando um legado duradouro para a sociedade.
Um campo em crescimento no Brasil
De acordo com o levantamento do IDIS, os fundos patrimoniais brasileiros somam mais de R$ 78 bilhões em patrimônio, sendo que uma parcela significativa desse volume está concentrada em fundos criados nas últimas décadas. O estudo também aponta que mais de 30 fundos foram criados após o início das ações de advocacy pela regulamentação do tema, evidenciando o amadurecimento do setor.
A sanção da Lei nº 13.800/2019, conhecida como Lei dos Fundos Patrimoniais, foi um marco fundamental nesse processo, ao estabelecer diretrizes para a criação, governança e proteção dessas estruturas, inclusive permitindo que instituições públicas possam contar com fundos patrimoniais próprios.
Diversidade de causas e organizações beneficiadas
O Panorama revela que os fundos patrimoniais no Brasil apoiam 19 causas diferentes, com destaque para:
- Educação, principal área beneficiada
- Cultura e artes
- Saúde
- Desenvolvimento comunitário e territorial
- Meio ambiente e ciência & tecnologia
Universidades, organizações da sociedade civil independentes, fundações familiares e institutos corporativos figuram entre os principais beneficiários, demonstrando o potencial transversal dos fundos patrimoniais para o desenvolvimento social do país.
Desafios e oportunidades para o futuro
Apesar dos avanços, o estudo também aponta desafios relevantes para a consolidação dos fundos patrimoniais no Brasil, como:
- Captação contínua de recursos
- Garantia de rentabilidade em cenários econômicos adversos
- Aprimoramentos no ambiente regulatório e tributário
Ao mesmo tempo, o Panorama destaca grandes oportunidades, especialmente para áreas que demandam investimentos de longo prazo, como inovação em saúde, pesquisa científica, negócios de impacto e proteção ambiental — campos diretamente alinhados à atuação do Instituto Sabin.
O compromisso do Instituto Sabin com a sustentabilidade de causas
Ao apoiar a publicação Panorama dos Fundos Patrimoniais no Brasil, o Instituto Sabin reafirma sua atuação estratégica no fortalecimento do investimento social privado, na produção e disseminação de conhecimento e na promoção de soluções estruturantes que ampliem o impacto socioambiental no país.
Acreditamos que fundos patrimoniais são ferramentas essenciais para a perenidade de causas públicas e sociais, contribuindo para um Brasil mais justo, resiliente e sustentável.
👉 Acesse a publicação “Panorama dos Fundos Patrimoniais no Brasil” e conheça os dados, análises e reflexões sobre esse importante instrumento de impacto social.



