SITAWI

A SITAWI concluiu em tempo recorde a terceira rodada de investimentos em negócios de impacto socioambiental positivo por meio de sua Plataforma de Empréstimo Coletivo, iniciativa em parceria com o Instituto Sabin. Em menos de duas horas, 98 investidores fizeram 136 reservas de investimento, aportando um total de R$ 800 mil nas duas organizações selecionadas: Manaós Tech, de Manaus, e Movimento Eu Visto o Bem, de São Paulo.

Os valores investidos partiram de R$ 1 mil (valor mínimo permitido), sendo que 77% dos investimentos foram de até R$ 5 mil, demonstrando grande interesse de pequenos investidores em investimentos de impacto. O capital investido será devolvido em parcelas fixas de 30 meses, com acréscimo de juros equivalentes a 7,15% ao ano, 376% do CDI.

Os negócios que captaram pela Plataforma pretendem usar os recursos para alavancar suas operações. A Manaós Tech, escola de educação tecnológica para crianças e adolescentes, captou R$ 317 mil e pretende expandir para regiões periféricas de Manaus. O Movimento Eu Visto o Bem, que gera emprego e renda para mulheres em situação de vulnerabilidade social de São Paulo, levantou R$ 484 mil, que vão garantir um capital de giro para contratos com grandes varejistas, entre outros objetivos (veja abaixo mais informações sobre os negócios de impacto).

Plataforma de Empréstimo Coletivo foi lançada em junho de 2019 e é uma iniciativa da SITAWI, para possibilitar que investidores, principalmente pessoas físicas, possam emprestar dinheiro de forma direta e digital para o sucesso e o crescimento de organizações com missão de gerar impacto socioambiental positivo. De um lado, os investidores obtêm rentabilidade competitiva. De outro, os negócios têm acesso a linha de crédito com juros mais baixos do que os praticados no mercado. O modelo é conhecido como Peer-to-Peer lending.

Desde o seu lançamento, a Plataforma realizou três rodadas de investimentos, que contribuíram para mobilizar R$ 5,6 milhões para 12 negócios de impacto socioambiental positivo, com a participação de 273 investidores. “Em 15 meses de plataforma temos visto uma demanda crescente do pequeno investidor para esse tipo de investimento. Nossa expectativa é fazer mais rodadas e alavancar o número de instituições de impacto atendidas e o volume de captações. Para o próximo ano, prevemos um crescimento de até 3 vezes no volume mobilizado de 2020”, diz Andrea Resende, gerente de Investimento de Impacto da SITAWI.

Próximas captações pela Plataforma
A SITAWI realizará mais uma rodada de investimento pela Plataforma de Empréstimo Coletivo ainda neste ano. Assim como nas rodadas anteriores, o foco será em empresas que já estão prontas para crescer e contribuir para a mitigação dos impactos da crise e para a recuperação econômica pós pandemia de COVID-19, com planos de negócios robustos para a rentabilização dos investimentos.

Até lá, pessoas que têm interesse em investir podem se cadastrar no site para receber as novidades e serão avisados em primeira mão sobre a abertura das captações.

Negócios selecionados

Veja mais sobre os 2 negócios de impacto que receberam investimento pela 3ª Rodada de Empréstimo Coletivo SITAWI:

Manaós Tech

Jovens alunos da Manaós Tech, em Manaus (AM), são incentivados a criar projetos de soluções tecnológicas com protagonismo e liberdade de desenvolvimento, e aprendem a dominar uma linguagem tecnológica que os qualifica para profissões do futuro

Manaós Tech é uma escola de educação tecnológica para crianças e adolescentes localizada em Manaus (AM), com metodologia que valoriza o protagonismo do aluno e desenvolve habilidades como criatividade, pensamento crítico e colaboração durante a resolução de problemas. Em cursos de programação, robótica, criação de aplicativos e de games, os alunos também aprendem sobre empreendedorismo de impacto, como usar a tecnologia para promover mudanças positivas na sociedade e contribuir para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.

Mais de 3 mil alunos já passaram pelos cursos da Manaós Tech, seja em sua unidade própria em que recebe crianças e adolescentes de todas as realidades sociais, com bolsas de estudos integrais a 25% dos alunos, nos 4 laboratórios que opera em escolas particulares ou em oficinas organizadas em parcerias com outras organizações. São jovens que têm a oportunidade de dominar uma linguagem tecnológica que os prepara e qualifica para as profissões do futuro. Os alunos recebem conteúdos e atividades práticas nos temas de inovação, lógica, cooperação, criatividade, internet das coisas, cidadania, entre outros, o que possibilita ampliação da capacidade de aprendizado e produção destas crianças e adolescentes num contexto de liberdade de desenvolvimento dos próprios projetos. Os professores contratados são todos formados na universidade do estado, como forma de valorizar a mão de obra local.

Sede: Manaus, AM

Ano de fundação: 2014

Fundadores: Glauco Aguiar e Luiz Garcia

Quanto captou: R$ 317 mil

Como pretende utilizar o investimento: A Manaós Tech vai expandir para 5 novas escolas de regiões periféricas de Manaus, que não têm condições de ter laboratório e ensino de robótica, para poder atender alunos sem condição de se deslocar até o centro da cidade, além de desenvolver uma plataforma de ensino online com videoaulas gamificadas, em que o aluno estuda como se estivesse em um jogo e pode personalizar o rumo do aprendizado.

 

Movimento Eu Visto o Bem

Mulheres em situação de vulnerabilidade social contratadas pelo Movimento Eu Visto o Bem produzem máscaras de proteção contra a Covid-19, entre outros itens, com tecidos sustentáveis e sem produção de lixo no presídio feminino do Butantã e em galpão na Vila Madalena, em São Paulo (SP)

Com a missão de oferecer soluções ambientais e sociais para o mercado corporativo, com foco na profissionalização e geração de emprego e renda para mulheres vulneráveis, o Movimento Eu Visto o Bem emprega detentas, ex-detentas, refugiadas e imigrantes para a confecção de roupas e acessórios. O Movimento nasceu da marca de roupas de tecidos sustentáveis Joaquina Brasil e hoje engloba também vertentes de produção de uniformes, brindes e embalagens para empresas e, em uma iniciativa sem fins lucrativos com outras organizações, confecção de máscaras para a prevenção contra a Covid-19. Entre os seus clientes, estão grandes empresas como Natura e Renner.

O Movimento Eu Visto o Bem emprega 20 detentas do presídio feminino do Butantã, em São Paulo (SP), que também participam de workshops profissionalizantes e palestras sobre educação financeira, autoestima, entre outros temas. Além disso, mantém um galpão de produção em que trabalham 25 mulheres, entre ex-detentas, refugiadas e imigrantes. Historicamente, o movimento já empregou 200 mulheres em situação de vulnerabilidade, sendo o primeiro trabalho formal de muitas delas. Em depoimentos fornecidos a SITAWI, foi visto que a carteira assinada foi fator transformador na vida dessas mulheres. Com essa oportunidade de emprego, puderam manter a guarda dos filhos, participar da criação deles, voltar ao seu país de origem ou enviar recursos para sustentar a família. Todos os tecidos usados na produção do Movimento Eu Visto o Bem são sustentáveis: sobras da indústria, reciclados a partir de garrafa PET ou antiviral e antibactericida. O material que sobra e não pode ser reutilizado é passa por desfibração para virar enchimento de almofadas.

Sede: São Paulo, SP

Ano de fundação: 2018

Fundadora: Roberta Negrini

Quanto captou: R$ 484 mil

Como pretende utilizar o investimento: O investimento no Movimento Eu Visto O Bem vai garantir um capital de giro para contratos com grandes varejistas, além de ajudar a estruturar um curso de empreendedorismo para capacitar mulheres presidiárias a montar o seu próprio negócio após a liberdade, digitalizar processos e atualizar maquinário de produção e investir em melhorias em seus canais de comunicação.

2 de outubro de 2020

PLATAFORMA DE EMPRÉSTIMO COLETIVO DA SITAWI ARRECADA R$800 MIL PARA IMPACTO EM 2H

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16 de setembro de 2020

Plataforma de Empréstimo Coletivo SITAWI

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PODCAST #46: INVESTIMENTO DE IMPACTO, COM LEONARDO LETELIER, DA SITAWI

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1º Websérie 2.0 da SITAWI

Nosso gestor participou do 1º Websérie 2.0 da SITAWI, sobre blended finance. Clique aqui e confira.
18 de setembro de 2019

Mais um episódio no ar da série ‘Eu Apoio’

Mais um episódio no ar da série ‘Eu Apoio’, parceria com a Aupa – Jornalismo em Negócios de Impacto Social. Neste, a SITAWI conta um pouco sobre sua atuação no setor. Clique aqui e confira!  
27 de agosto de 2019

Captações Encerradas!

Pela primeira vez, pessoas físicas puderam investir diretamente em negócios que geram impacto socioambiental positivo e não poderíamos estar mais felizes com o resultado: captamos R$1,5 milhão para 5 negócios de impacto com a ajuda de 159 investidores. ✨ Somos gratos a todos os investidores e parceiros que participaram da 1ª […]