Matheus - Luan Comunicação

Em 2017, o Furacão Maria atingiu Porto Rico, causando a morte de 2.975 pessoas, segundo o balanço oficial do governo. Um ano depois, um estudo da Universidade de Harvard concluiu que o número de mortos foi 70 vezes maior, ou seja, mais de 4.600 pessoas. Outras milhares de pessoas perderam suas casas no desastre natural. Uma delas foi o porto-riquenho Pedro Cruz, autor do sistema DroneAID, que usa grupo de drones que reconhecem pedidos de ajuda em áreas atingidas por desastres naturais.

A ferramenta usa reconhecimento visual para detectar e contabilizar símbolos de emergência no solo. O software trabalha com um conjunto de símbolos padronizados com base em um modelo pensado pelas Nações Unidas. Esses símbolos podem ser disponibilizados em kits para desastres ou recriados manualmente com materiais que são facilmente encontrados. O drone pesquisa em uma área os símbolos colocados por indivíduos, famílias ou comunidades que indicam a necessidade específica do local. Como passo seguinte, o sistema adiciona automaticamente os pedidos de emergência em um mapa para socorristas. Essas informações são usadas para priorizar o fornecimento de ajuda por autoridades ou organizações locais às comunidades afetadas.

Segundo Cruz, “eu pensei que os drones poderiam ser a solução perfeita para avaliar rapidamente os danos causados e poderiam ajudar na captura de imagens que seriam processadas pelos sistemas de visão computacional de inteligência artificial. Inicialmente, pensei em usar tecnologias OCR (reconhecimento óptico de caracteres) para detectar letras. O problema dessa abordagem é que todo mundo tem uma caligrafia diferente. Se quisermos que isso funcionasse em vários idiomas seria muito complexo. Após algumas horas de codificação, decidi simplificar o reconhecimento visual para trabalhar com um conjunto padrão de ícones. Esses ícones podem ser desenhados com tinta spray, giz ou até mesmo colocados em tapetes.”

Criado durante o desafio global Call for Code, iniciativa da IBM e David Clark Cause, em parceria com a ONU e a Cruz Vermelha americana, o sistema de Cruz agora está disponível em código aberto para ser usado em todo o mundo através do Code and Response (plataforma da IBM que coloca tecnologias de código aberto nas comunidades onde são mais necessárias). Com o anúncio da IBM, desenvolvedores de todo mundo podem contribuir com o treinamento do software e ajudar a aumentar sua eficiência para diferentes situações de desastres naturais.

Com mais de 100 mil membros em 156 países, o Code and Response engloba desenvolvedores, estudantes universitários, organizações, profissionais voluntários da IBM e a Cruz Vermelha Americana.

4 de outubro de 2019

FERRAMENTA EM CÓDIGO ABERTO USA DRONES PARA AJUDAR EM RESGATES DE DESASTRES NATURAIS

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